A campanha de Lula (PT) registrou só hoje (13) o endereço eletrônico do canal de WhatsApp “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida atende a uma determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e formaliza a vinculação do canal à campanha do petista.
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O cadastro foi realizado pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários da Secretaria Judiciária do TSE, após uma sequência de decisões divergentes sobre o funcionamento da ferramenta durante o segundo turno.
Coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 4 milhões de inscritos. A plataforma é usada para distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores de Lula.
Com a formalização do registro, a campanha passa a assumir a responsabilidade pelas publicações e pelos fluxos de comunicação veiculados no canal.
Disputa judicial envolveu campanhas
A ferramenta foi questionada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou a divulgação de conteúdos desinformativos. O caso provocou decisões divergentes entre integrantes do TSE.
Nunes Marques determinou que o canal fosse registrado na Justiça Eleitoral e permanecesse suspenso até a regularização. O ministro também estabeleceu que, conforme a regra eleitoral citada na decisão, canais criados antes da formalização só podem ser utilizados na campanha após o prazo de 48 horas contado a partir do registro.
A medida mais recente ocorre após o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, ter revertido uma suspensão anterior e autorizado o restabelecimento do canal. A nova etapa do processo buscou adequar o funcionamento da ferramenta às exigências estabelecidas pela Presidência do TSE.
