Flávio defende fim da reeleição e veta parentes

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu hoje (8) a aprovação da PEC que acaba com a possibilidade de reeleição para presidente e afirmou que a regra também deverá impedir candidaturas de seus parentes. A declaração ocorreu após o anúncio de apoio do Podemos à sua candidatura no segundo turno.

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Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende usar a força política de um presidente recém-eleito para aprovar a proposta ainda durante seu mandato. Ele é um dos autores da PEC 4/2026, que prevê o fim da reeleição para o cargo.

“Houve uma fala aí também desencaixada que o Bolsonaro poderia ser candidato em 2030. Se eu for presidente da República, em 2030 nenhum parente meu pode ser candidato”, disse em declaração à imprensa nesta quinta-feira (8).

A declaração foi uma resposta à possibilidade levantada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que Jair Bolsonaro poderia voltar a disputar a Presidência em 2030. Na segunda-feira (5), Valdemar afirmou à CNN:

“O Flávio se elegendo presidente da Republica, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”.

A PEC apresentada por Flávio não estabelece, atualmente, restrições a candidaturas de familiares nem define mudanças na duração do mandato presidencial. Segundo o senador, esses pontos poderão ser discutidos durante a tramitação da proposta no Congresso. Ele defende que a proibição alcance parentes até o terceiro grau.

O texto também prevê o fim da possibilidade de um presidente disputar novamente o mesmo cargo. Flávio afirmou que pretende aproveitar o início de um eventual mandato para avançar com a mudança.

A discussão ocorre no momento em que o candidato amplia sua articulação para o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta quinta-feira, Flávio recebeu oficialmente o apoio do Podemos, que se juntou a União Brasil, PP, Republicanos e Novo.

O partido confirmou a adesão após reunião da bancada com o candidato em Brasília. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou das articulações.

Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo, com 45,16%.



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