Direita se aproxima de votos para mudar a Constituição no Congresso

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A direita ficou próxima dos 308 votos necessários para aprovar mudanças na Constituição na Câmara dos Deputados a partir de 2027. O PL, partido de Flávio Bolsonaro (PL), terá a maior bancada, com 121 deputados, contra 99 atualmente. Com o Novo, o “bolsonarismo” parte de um bloco de 131 parlamentares.

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Para alcançar os 308 votos exigidos para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), Flávio precisaria conquistar cerca de 75% das bancadas de grandes partidos de centro e do Centrão, o equivalente a 177 deputados. Parte desses parlamentares já é alinhada à direita.

A possível maioria passa pela federação União-PP, Republicanos, PSD, MDB e Podemos. PSDB, PRD, Solidariedade e Avante também podem se aproximar do grupo.

No Senado, o PL terá 28 das 81 cadeiras, quase o dobro das 15 atuais. Os brasileiros renovaram dois terços da Casa no domingo, e a nova composição também deixou a direita próxima dos votos necessários para aprovar alterações à Constituição.

Senadores alinhados ao PL devem somar 49 votos para mudanças constitucionais. O PT terá 9 senadores, podendo chegar a 10 ou 11 com possíveis movimentações de suplência.

A direita também ampliou a “bancada do impeachment”. Segundo levantamento do Ranking dos Políticos, o Senado terá 54 dos 81 integrantes favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal a partir de 2027. Em decisão liminar no final do ano passado, Gilmar Mendes, do STF, estabeleceu que o impeachment de um ministro do Supremo precisaria de dois terços do Senado, 54 votos, e não de maioria simples, 41, para ser aprovado.

Na Câmara, o PT também cresceu, mas em proporção menor. O partido elegeu 88 deputados em sua federação com PV e PCdoB, contra 82 atualmente.

Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos, contra 45,16% do petista. Desde a reta final da campanha, o candidato do PL negociava com o Novo, de Romeu Zema, que declarou apoio a Flávio ontem.

A nova correlação de forças também afeta a disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) terão de buscar apoio da direita para permanecer no comando das Casas. Flávio, de acordo com informações de bastidores, não apoiará nenhum deles em 2027.

A tendência é que os partidos do Centrão apoiem Flávio nesse segundo turno. Ontem, porém, o PSD anunciou que vai liberar seus filiados.



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