Ao votar no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro defendeu a liberdade de imprensa, fazendo referência indireta ao episódio de interferência do Judiciário no debate da Globo e que resultou em censura dos candidatos e no cancelamento do evento.
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“Quero terminar meu mandato garantindo a liberdade de imprensa que vocês tiveram ameaçada e que continuará sendo ameaçada, caso esse atual governo continue. Vou sempre prezar pela liberdade de todos de se manifestarem da melhor forma. Pode criticar o governo à vontade”, disse.
Na quinta-feira, a Globo cancelou o debate presidencial após uma série de decisões que desprezaram as regras negociadas pela emissora com os candidatos meses antes.
Lula cancelou sua participação e a campanha obteve no TSE liminar, da lavra da ministra Estela Aranha, determinando a retirada do púlpito vazio do petista e impedido que os concorrentes mencionassem sua ausência ou lhe dirigissem perguntas.
Gilmar Mendes também impôs à Globo que incluísse o candidato Renan Santos no debate, mesmo ele não cumprindo os requisitos mínimos de participação, como o Missão ter ao menos 5 cadeiras no Parlamento.
Flávio, então, desistiu de comparecer, esvaziando de vez o evento. A Globo emitiu uma nota criticando a ingerência e publicou um editorial no mesmo sentido. O decano do STF telefonou para a cúpula da emissora e de outros veículos para criticar a decisão, segundo relatos de imprensa.
