Centro católico questiona retirada de consagração do Brasil a Nossa Senhora do ‘Gov.br’

O Centro Dom Bosco (CDB), associação católica de orientação tradicionalista, questiona a retirada do portal Gov.br do texto sobre a consagração do Brasil a Nossa Senhora Aparecida realizada pelo então presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Segundo a entidade, a publicação está indisponível desde 2025. O governo federal ainda não apresentou, segundo as fontes consultadas, uma justificativa para a retirada.

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O ato ocorreu em 24 de outubro de 2022, no Palácio da Alvorada, em Brasília. Representantes do Centro Dom Bosco entregaram a Bolsonaro um pergaminho com o texto da consagração. Acompanhado por um sacerdote católico, o então presidente realizou a oração na capela da residência oficial.

Bolsonaro divulgou o episódio nas redes sociais, e o texto da oração também foi publicado no portal oficial do governo. O CDB afirma que a publicidade do ato era um dos requisitos para a validade da consagração. A associação diz ter preservado o endereço da página e agora cobra esclarecimentos sobre a retirada.

Entidade pede explicações

O Centro Dom Bosco afirma que identificou a indisponibilidade do conteúdo a partir de 2025. A entidade publicou questionamentos nas redes sociais e indicou que mantém uma cópia do endereço original por meio do arquivo da internet.

Até a publicação desta matéria, não havia, nas fontes consultadas, uma explicação oficial do governo federal sobre o motivo pelo qual a página deixou de estar disponível.

Questionamento ocorre durante polêmica eleitoral

A cobrança ocorre em meio à controvérsia envolvendo publicações que associaram Flávio Bolsonaro a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Não há, segundo o material apresentado, declaração conhecida de Flávio Bolsonaro defendendo essa medida. A associação feita nas redes sociais teve origem em um projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli. A proposta tratava da denominação atribuída à santa e foi posteriormente arquivada.

A informação voltou a circular nas redes sociais em 24 de setembro. Após a repercussão, a GloboNews fez uma correção sobre o conteúdo veiculado. Mesmo assim, a associação entre Flávio e o projeto continuou a circular.

A retirada do registro da consagração de 2022 e a disputa sobre as publicações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida passaram, assim, a integrar o debate político e eleitoral da última semana.



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