O presidente Lula (PT) já anunciou ao menos R$ 411,2 bilhões do dinheiro público em “ações sociais” em 2026, ano em que tentará a reeleição. Às vésperas do pleito e após ser ultrapassado por Flávio Bolsonaro (PL) em pesquisas, o petista intensificou uma agenda de medidas eleitoreiras em uma ofensiva desesperada para tentar conquistar um 4º mandato.
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Uma das ações recentes foi o “reajuste” de 15% no Bolsa Família, com custo de R$ 5,8 bilhões. A maior parte das medidas eleitoreiras de Lula mira a população mais pobre, onde está uma parcela de sua base eleitoral.
Na sexta (25), o governo lançou o Desenrola 3.0 no mesmo ato em que proibiu bets em todo o país. A iniciativa prevê que o governo compre, por meio de leilões, dívidas de instituições financeiras com descontos de 90%. O custo estimado é de R$ 15 bilhões.
A ofensiva de Lula também chegou à segurança pública, área em que a esquerda costuma patinar. O programa Brasil contra o Crime Organizado tem impacto estimado em R$ 11 bilhões.
Entre as medidas eleitoreiras está a ampliação do Minha Casa, Minha Vida, com impacto de R$ 24,8 bilhões. O Reforma Casa Brasil, voltado a melhorias habitacionais, soma R$ 40 bilhões.
Para os empresários, Lula buscou turbinar o Nova Indústria Brasil, com R$ 140 bilhões. Já o Plano Brasil Soberano foi criado para “apoiar” exportadores brasileiros afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, com R$ 15 bilhões.
Lula também ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais e criou uma faixa de desconto de R$ 5.000,01 a R$ 7.350. A mudança passou a valer em fevereiro e contemplou aproximadamente 16 milhões de brasileiros. A medida era o carro-chefe do governo para alavancar a popularidade de Lula, mas não surtiu efeito.
