ALive: Biden atuou para barrar contagem pública de votos no Brasil

O ALive desta quinta-feira (24) abordou a interferência dos EUA, sob o governo de Joe Biden, na eleição presidencial brasileira de 2022 em favor de Lula (PT) e contra Jair Bolsonaro (PL). O ex-Secom e candidato a deputado federal Felipe Pedri (PL-RS), autor do livro “Interferência”, sobre o tema, foi convidado para participar do programa.

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Em seu livro, Pedri lista 48 “atos de intervenção” dos EUA. Segundo ele, a obra foi construída a partir de informações “que a própria imprensa noticiou”. O ex-Secom afirmou que reuniu os episódios, “encaixando as peças e aquilo fez totalmente sentido e mostrou, de fato, um avanço gigantesco da diplomacia americana e do Departamento de Estado americano, interferindo no nosso processo eleitoral”.

Um dos episódios apontados por Pedri como exemplo da interferência de Biden no Brasil envolve a contagem pública de votos. O então presidente dos EUA atuou para barrar a medida no país.

“Em 6 de agosto de 2021, o Jake Sullivan [ex-conselheiro de Segurança Nacional de Biden], ele dizia que o presidente Bolsonaro, ao insistir na contagem pública do voto, estava ameaçando a democracia [brasileira]. Então, veja a construção. 4 de agosto, 6 de agosto, 1º de agosto, a visita da CIA…”, começou Pedri em sua explicação.

“E o que acontece em 10 de agosto, gente? Luis Roberto Barroso atravessa, isso foi noticiado na imprensa, atravessa a Praça dos Três Poderes e intervém na comissão do voto impresso e modifica, termina de modificar a questão da composição da comissão e o voto impresso é barrado em 10 de agosto”, continuou.

“Vejam, gente, essa sequência é fundamental. Entre os dias 1º de agosto de 2021 e 10 de agosto de 2021, há uma visita da CIA emparedando o presidente Bolsonaro, uma troca de composição na comissão do voto impresso, o voto impresso é barrado na sequência na Câmara dos Deputados”.

“Se alguém me disser que isso não é um indício claríssimo de intervenção dos americanos na nossa conquista do voto impresso e na nossa conquista da contagem pública, e eu realmente não sei o que é”, completou o ex-Secom.

“Porque os americanos, que não têm um sistema eleitoral, igual o brasileiro, de contagem secreta, estavam querendo insistir que o Brasil continuasse com a contagem secreta dos votos?”, indagou Pedri.

Na sequência, o ex-Secom afirmou que a explicação é que os “democratas foram para cima do presidente Bolsonaro” como uma “espécie de vingança em relação à eleição lá nos Estados Unidos em 2020”, quando Jair apoiou a reeleição de Donald Trump como presidente dos EUA.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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