Empresários e personalidades lançam manifesto por investigação no STF

Um manifesto assinado por 157 empresários, executivos, economistas, cientistas e personalidades cobra uma investigação “completa, célere e independente” sobre fatos recentes envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades dos Três Poderes. Intitulado “Pela lei e pelo Brasil”, o documento foi publicado na edição impressa do Estadão de hoje (09).

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Além da apuração das denúncias, os signatários defendem o afastamento cautelar de autoridades que sejam formalmente investigadas e a adoção de um código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos responsáveis por investigação e acusação.

Entre os 157 signatários estão representantes de diferentes setores. No grupo de economistas aparecem Ana Paula Vescovi, André Lara Resende, Armínio Fraga, Elena Landau, Gustavo Franco, Mailson da Nóbrega, Marcelo Kayath e Persio Arida. Entre as personalidades, estão o apresentador Luciano Huck e Nelson Motta. Na área científica, assinam Mayana Zatz, Fernando Reinach e Sílvio Meira.

Também integram a lista Antônio Carlos Pipponzi, Eduardo Sirotsky Melzer, Eugênio Mattar, Fábio Barbosa, Fersen Lambranho, Frederico Trajano, Luiza Helena Trajano, Guilherme Leal, Gustavo Ioschpe, Horácio Lafer Piva, Jackson Schneider, Jair Ribeiro, Jayme Garfinkel, Jean-Marc Etlin, Patrice Etlin, José Galló, Marcelo Silva, Maria Silvia Bastos Marques, Nildemar Secches, Paulo Kakinoff, Pedro Bueno, Pedro Passos, Pedro Parente, Pedro Wongtschowski, Raul Cutait, Ricardo Steinbruch, Walter Schalka e Wilson Ferreira Junior. O grupo Mulheres do Brasil também aparece entre os apoiadores.

A mobilização foi articulada na semana passada pelo grupo “Integridade das Instituições dos Três Poderes” e ganhou força após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Conversas de Vorcaro também mencionam o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afastado ontem (08) por André Mendonça, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Apesar de cobrar esclarecimentos sobre os episódios, o manifesto ressalta que a iniciativa não é direcionada a pessoas específicas. A preocupação apresentada pelos signatários é estabelecer responsabilidades e preservar a integridade das instituições.

O documento sustenta que autoridades formalmente investigadas devem deixar cautelarmente os cargos durante o andamento das apurações. Também propõe a adoção urgente de regras vinculantes para integrantes das cortes superiores e para órgãos de investigação e acusação, com parâmetros para a atuação de autoridades em posições de comando.

O manifesto afirma que os episódios recentes não devem ser tratados como ocorrências isoladas e os relaciona a problemas mais amplos no funcionamento das instituições. Ao mesmo tempo, os signatários defendem que qualquer apuração respeite o devido processo legal e não seja direcionada contra pessoas específicas.



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