Oposição reforça atos de 7 de Setembro após ofensiva de Moraes

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), reforçou a convocação para as manifestações de 7 de Setembro após Alexandre de Moraes pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, providências para investigar André Mendonça.

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Em nota divulgada nesta quinta-feira (3), Marinho afirmou que Moraes utiliza o Inquérito 4.781, conhecido como “inquérito das fake news” ou “inquérito do fim do mundo”, como instrumento de “poder pessoal”. O senador convocou a sociedade a reagir “pacífica e democraticamente” contra o que classificou como “práticas de exceção” e “abuso de poder”.

Segundo Marinho, o pedido contra Mendonça ocorre no momento em que o ministro conduz apurações que envolvem fatos relacionados a Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O líder da oposição afirmou que o episódio representa uma “inversão intolerável de valores”. Na avaliação dele, quem deveria prestar esclarecimentos passou a usar poderes investigativos para constranger o responsável pela condução de uma investigação.

“É hora de dizer basta às práticas de exceção, restaurar os limites da Constituição e encerrar este triste período de abuso de poder”, afirmou Marinho.

Ao final da manifestação, o senador repetiu as palavras de ordem previstas para os atos: “Fora Lula! Fora Moraes!”.

Parlamentares ampliam convocação

A ofensiva contra Mendonça também foi usada por parlamentares da oposição para reforçar a mobilização para o 7 de Setembro.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nova convocação no X. “Não dá para assistir. Dia 07 é para o Brasil”, escreveu.

Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que o episódio representa uma “guerra atômica no STF”.

O deputado federal Cristiano Caporezzo (PL-MG) também chamou apoiadores para as manifestações. Ele classificou a iniciativa de Moraes como “absurda” e defendeu que o 7 de Setembro seja marcado pela presença de brasileiros nas ruas e pela palavra de ordem “Fora Moraes”.

Em São Paulo, o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) afirmou que o apoio a Mendonça deve ser demonstrado nas ruas. Ao comentar o caso, disse que o “Brasil de bem” está com o ministro e convocou apoiadores para a Avenida Paulista.

A reação ocorre após Mendonça retirar o sigilo de mensagens relacionadas a Vorcaro e Moraes e pedir que o plenário do STF analise os novos elementos apresentados pela Polícia Federal.



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