Sistema que construí para me proteger ‘se virou contra mim’

Em mensagem, Vorcaro diz estar sofrendo 'extorsão'

No depoimento que concedeu ao gabinete do ministro André Mendonça na semana passada, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou que, antes de ser preso, acreditava que havia construído “um sistema” para protegê-lo, mas que “tudo se virou” contra ele. A oitiva foi solicitada pela própria defesa do banqueiro, que alegou estar sofrendo “graves intimidações”.

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Na noite de quarta-feira (02), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da denúncia do banqueiro ao ministro do Supremo, obtida por este site.

O banqueiro relata que vinha sofrendo um “ataque massivo” de adversários contra o Master e que, de “maneira heroica”, conseguiu, junto com outros agentes que ele não cita pelo nome, “viabilizar uma solução” para ajudar seu banco, que era “trazer investidores muito fortes e representativos”. Um deles, de acordo com Vorcaro, seriam “fundos de pensão dos Emirados Árabes”.

Ainda de acordo com Vorcaro, pessoas do “outro lado”, após ele organizar a venda do Master, começaram a articular contra ele: “[…] Eu queria ter a oportunidade de falar, porque hoje eu sei por que tudo aconteceu. Porque eu estava com esse sistema ali, que eu achava que tinha construído um sistema para me proteger e, de repente, todo esse sistema se virou contra mim”.

O dono do Master disse ainda que “foi feito em uma virada de um sistema que eu achei que estava me protegendo, uma virada contra mim, por razões econômicas, que culminou nessa questão de prisão, por fatores econômicos/políticos, e hoje eu sei os motivos”.

“[…] Tem motivações políticas por trás dessa virada contra mim, e de tudo que foi feito depois para me deixar preso e calado no mínimo até passar todos os interesses políticos com o passar do tempo. Então, é por isso que eu estava já… Lutar contra todo o sistema não é fácil, ainda mais [ininteligível] eu havia desistido por isso”.

Ele ainda disse que sua delação não é aceita, pois “houve relações jurídicas e pessoais com pessoas relevantes do atual governo e de instituições que, caso reveladas, poderiam prejudicar pessoas que estavam do outro lado da mesa”.



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