Lula segue fazendo o diabo para tentar se reeleger. A visita de Leonardo DiCaprio ao Palácio do Planalto, com direito a fotos ao lado dele e de Janja é mais um ato de propaganda com indícios de abuso de poder político e econômico. É preciso se perguntar quanto custou o evento, já que o ator cobra entre US$ 100 mil e US$ 500 mil para fazer uma social. Esse valor pode escalar rapidamente se o contrato incluir palestras.
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Di Caprio integra o casting da Speaker Booking Agency e criou uma ONG com apelo ambiental para abater os impostos dos cachês. Todas as suas manifestações públicas, sejam em redes sociais ou tirando foto com ditadores sul-americanos, passa por um filtro de relações públicas para não prejudicar seus negócios.
Quem acha que os embates públicos de DiCaprio com Jair Bolsonaro eram fruto de interação espontânea e da defesa de princípios e valores por parte da celebridade americana não conhece Hollywood e o Showbizz. Não é coincidência que ele coloque o pé no Planalto dias depois de Paula Lavigne, a articuladora de boa parte das ações de mídia e manifestações contra o ex-presidente e de apoio ao atual.
Não há almoço grátis, seja para DiCaprio ou Dira Paes. Sidônio sabe bem disso e vem torrando uma fortuna com artistas, influenciadores e escolas de samba. Nada contra um ator ou atriz cobrar para defender uma causa na qual nem acredita, afinal todos eles vivem de interpretar um papel e têm seus boletos para pagar.
Mas numa campanha eleitoral isso pode configurar abuso de poder político e econômico, crimes passíveis de cassação da chapa e inelegibilidade. O jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro tem denunciado a maioria desses atos ao Tribunal Superior Eleitoral, mas as providências são escassas.
Essa omissão torna a disputa ainda mais desigual e garante a Lula liberdade para continuar comprando votos, inclusive dos ingênuos que acreditam na preservação ambiental de um governo que devasta a floresta para organizar um evento em defesa da floresta ou que subsidia carros elétricos enquanto contrata um volume recorde de energia de termelétricas a carvão pertencentes a banqueiros e empresários amigos.
