Antes de ser preso, Vorcaro pediu a Moraes para interceder com o diretor-geral da PF – Paulo Figueiredo

Empresário afirmou que o Banco Master não quebraria caso a providência fosse postergada para a semana seguinte

Na véspera de ser preso pela Polícia Federal (PF), o empresário Daniel Vorcaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que procurasse o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

O objetivo era tentar adiar uma medida contra o Master, segundo relatório da investigação que apura o caso do banco.

A solicitação consta de uma mensagem enviada em 16 de novembro de 2025 ao número registrado no celular do banqueiro como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Vorcaro foi preso na noite do dia seguinte, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra”, escreveu Vorcaro. “Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível.”

A mensagem foi localizada pela PF durante a análise do celular apreendido com o empresário.

Embora o texto não especifique qual providência deveria ser adiada, a proximidade entre as datas chama atenção. Vorcaro elaborou a mensagem no domingo 16 e acabou preso por volta das 22 horas da segunda-feira 17.

A ação investigava fraudes na cessão de carteiras de crédito do Master ao Banco de Brasília. Além da prisão de Vorcaro, foram cumpridos outros mandados.

PF rastreou envio de mensagem a Moraes sobre Andrei Rodrigues

Segundo o relatório, Vorcaro escreveu a mensagem no aplicativo de notas do iPhone às 16h57 do dia 16, no horário de Brasília. Depois, fez uma captura da tela e abriu o WhatsApp.

Vinte e cinco segundos depois da captura, o aparelho registrou o envio de uma mensagem ao terminal atribuído ao contato “Alexandre de Moraes BRASILIA”.

A sequência foi identificada por meio dos registros internos do celular e de arquivos temporários produzidos pelo sistema operacional.

A PF encontrou o mesmo padrão em outras comunicações: Vorcaro redigia textos no aplicativo de notas, fazia capturas de tela e, segundos depois, enviava mensagens ao número associado ao ministro do STF.

Crédito Revista Oeste

Fontes – Link Original

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