Flávio defende ‘endurecimento da legislação penal’ após encontro com ministro de Bukele

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu ontem (30), em São Paulo (SP), com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro. Após o encontro, o candidato defendeu a adoção no Brasil do “modelo Bukele” de combate à criminalidade.

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“Tem pouco preso no Brasil. Tinha que ser mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso, nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios, pra que ladrão de celular, que comece com pena de no mínimo oito anos de cadeia, fique preso. Não apenas seja preso, mas fique preso”, afirmou Flávio.

O plano de governo de Flávio prevê a construção de cinco novos presídios federais e a abertura de 500 mil vagas no sistema carcerário. O senador também defendeu mudanças na legislação penal e maior tempo de permanência dos condenados nas prisões.

“A legislação vai mudar. Presídios vão deixar de ser escolas do crime e vão ser exemplo. Você, marginal que for preso, entenda, você não vai sair rápido, você vai ficar preso, você vai pagar pelos crimes que você cometeu”, afirmou.

Flávio disse ainda que discutiu com Villatoro medidas adotadas em El Salvador que poderiam ser aplicadas no Brasil. “É uma experiência que é possível que seja inspiradora para nós aqui no Brasil. E como está no nosso plano de governo, a linha vai ser de endurecimento da legislação penal e construção de vagas em presídios para que a população tenha seu primeiro e mais soberano direito, que é o direito de ir e vir. O direito à segurança pública”, declarou.

Também participaram da reunião o candidato a vice na chapa de Flávio, Alfredo Gaspar (PL-AL); o senador e candidato ao governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro; e os candidatos ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

O “modelo Bukele” foi implementado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e levou a população carcerária do país a cerca de 120 mil pessoas em três anos. O número equivale a cerca de 2% da população salvadorenha e representa a maior taxa de detentos por habitante no mundo.

No Brasil, havia cerca de 964 mil pessoas presas ao fim de 2025, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o equivalente a 0,4% da população.

A política de segurança adotada por Bukele reduziu drasticamente a criminalidade em El Salvador. O país, que estava entre os mais violentos do mundo, passou a registrar uma das menores taxas de homicídios da América Latina.

A taxa de homicídios caiu de mais de 100 mortes por 100 mil habitantes em 2015 para índices inferiores a 2 por 100 mil nos últimos anos. Dados oficiais do governo apontam que o índice chegou a 1,3 homicídio por 100 mil habitantes em 2025, consolidando uma redução de aproximadamente 99% na violência letal.

Durante o governo Bukele, grupos narcoterroristas conhecidas como maras, como o MS-13 e o Barrio 18, perderam o controle territorial que mantinham em bairros do país.



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