STF retoma nesta hoje julgamento sobre eleição indireta no Rio

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (19) o julgamento que definirá se o próximo governador do Rio de Janeiro será escolhido por voto direto ou pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

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O placar está em 4 a 1 pela eleição indireta. Os ministros Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia defendem que a escolha seja feita pelos deputados estaduais. Cristiano Zanin votou pela realização de eleição direta.

O julgamento foi retomado após o ministro Flávio Dino devolver o processo ao plenário. Ele havia pedido vista para aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o diploma do ex-governador Cláudio Castro (PL).

Enquanto o STF não define o modelo de escolha, o desembargador Ricardo Couto de Castro permanece no comando do governo fluminense.

Divergência no STF

A análise começou em abril. Relator da Reclamação nº 92.644, Cristiano Zanin defendeu que a eleição deve ser direta. Para o ministro, a vacância decorre de uma causa eleitoral, após a cassação do diploma e a renúncia de Castro.

“A renúncia apresentada durante o julgamento não produz efeitos, uma vez que o Tribunal Superior Eleitoral reconheceu as condutas vedadas praticadas pelo ex-governador, justificando a cassação de seu diploma e a aplicação da inelegibilidade”, disse Zanin.

Luiz Fux abriu a divergência. Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia acompanharam o entendimento pela eleição indireta.

Fux afirmou que o STF não deveria alterar, por meio de uma reclamação, o entendimento adotado pelo TSE. O ministro também citou o custo e a logística de uma nova eleição.

“Seria inconcebível que, no espaço de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para a Justiça Eleitoral, em torno de R$ 100 milhões, além da notória dificuldade operacional”, afirmou Fux.

A proximidade das eleições de outubro também é considerada pelos ministros na discussão sobre a utilidade prática do julgamento.

Disputa pelo Palácio Guanabara

O Rio tem nove candidatos oficializados para a eleição de governador de 2026: André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD), Juliete Pantoja (UP), Luan Monteiro (PCO) e William Siri (PSOL).

A eleição para o mandato-tampão, caso o STF determine o voto direto, teria relação com a vacância aberta após a saída de Cláudio Castro. O resultado do julgamento também definirá se a população fluminense será chamada a escolher o sucessor antes do término do mandato.



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