Governador do Maranhão acusa Dino de interferir no cenário político do Estado – Paulo Figueiredo

Carlos Brandão indaga investigação no STF e cita ligação do ministro com grupo político adversário

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), criticou o ministro Flávio Dino, do STF, indagando a competência da Corte para investigar um suposto esquema de corrupção no Estado, que inclui desvios de emendas e contratos públicos e está relacionado ao assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira em 2022. Brandão argumentou que casos envolvendo governadores devem ser julgados pelo Superior Tribunal de Justiça e criticou a retirada de sigilo dos processos.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e indagou a competência da Corte para conduzir uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção no Estado.

Em nota, Brandão afirmou que casos envolvendo governadores devem ser julgados pelo Superior Tribunal de Justiça. Segundo ele, eventuais autoridades com foro diferente citadas durante as investigações deveriam ter seus casos enviados às instâncias competentes.

A investigação conduzida por Dino apura suspeitas de obstrução de Justiça, desvios de emendas e contratos públicos e a possível ligação do esquema com o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, ocorrido em 2022, em São Luís.

Segundo a Polícia Federal, o homicídio teria ocorrido depois de uma discussão sobre a divisão de propinas. Em um dos casos investigados, os valores movimentados ultrapassariam R$ 14 milhões. Em despacho divulgado neste domingo, 16, Dino afirmou haver no Maranhão um “ecossistema empresarial criminoso”.

Outras criticas do governador do Maranhão a Dino

Brandão também criticou Dino pela retirada do sigilo dos processos. O governador comparou a medida à recente repercussão envolvendo uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a quebra do sigilo da fonte do jornalista Luís Pablo.

Na nota, Brandão ainda questionou o recorte temporal da investigação sobre o caso Tech Office. Segundo o governador, a apuração considera fatos a partir de 2022, mas deixaria de abordar a reabertura, em 2019, de um processo administrativo de pagamento arquivado desde 2014.

À época da reabertura, a Secretaria de Educação era comandada por Felipe Camarão, atual adversário político de Brandão, enquanto Dino governava o Maranhão. O governador também ressaltou que Dino manifestou apoio público à pré-candidatura de Camarão ao governo estadual em 2025.

Brandão afirmou que o grupo político ligado a Dino é atualmente seu adversário e criticou o fato de o ministro continuar responsável por decisões com impacto sobre o cenário político maranhense.

O caso também ganhou repercussão depois da suspeita de vazamento de informações sobre a segurança de Dino e de sua família. O ex-secretário estadual Raimundo Cutrim é apontado como responsável por expor dados e deslocamentos do ministro. Essa investigação está sob relatoria de Alexandre de Moraes.

Crédito Revista Oeste

Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida