Operação Monte Sinai cumpre nove mandados de busca e apreensão contra grupo suspeito de desviar recursos públicos e lavar dinheiro
A Polícia Federal deflagrou a Operação Monte Sinai em 13 de agosto de 2026, para investigar uma organização criminosa no Maranhão suspeita de fraudes em licitações, desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e crimes tributários. A ação inclui nove mandados de busca e apreensão em São Luís e em seis municípios do interior. O STF autorizou as medidas, que visam irregularidades no uso de verbas de emendas parlamentares e recursos da educação.
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Monte Sinai nesta quinta-feira, 13. A ação investiga uma organização criminosa no Maranhão. O grupo é suspeito de fraudes em licitações, desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e crimes tributários.
Os policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as medidas. A PF realiza as ações em três endereços em São Luís e em seis municípios do interior maranhense.
A investigação mostra irregularidades no uso de verbas de emendas parlamentares federais. Os municípios receberam os recursos por meio de convênios destinados a obras de infraestrutura.
Uso de recursos da educação do Maranhão
A PF também investiga o uso indevido de verbas de precatórios do Fundef e do Fundeb. Segundo a apuração, as prefeituras usaram os recursos da educação em contratos de pavimentação e infraestrutura. A aplicação teria violado a destinação legal dos valores para o ensino público.
O STF determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados. A decisão também proíbe as empresas suspeitas de participarem de licitações e assinarem contratos com órgãos públicos.
A Receita Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) analisaram os dados e deram início à investigação.
