As concessões de empréstimos e financiamentos no Brasil somaram R$ 747,1 bilhões em junho, alta de 6,5% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central (BC). Considerando os ajustes sazonais, que eliminam efeitos como a diferença no número de dias úteis, o avanço foi de 0,4%.
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Do total concedido, R$ 668,4 bilhões correspondem às operações de crédito livre, modalidade em que as condições de juros, prazos e garantias são negociadas diretamente entre instituições financeiras e clientes. Na comparação com maio, esse segmento registrou crescimento de 6,7%.
Já as operações com recursos direcionados, que incluem linhas como crédito imobiliário, rural e financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), alcançaram R$ 78,7 bilhões, avanço de 4,9% no período.
As empresas contrataram R$ 362 bilhões em novos empréstimos em junho, aumento de 11,6% sobre o mês anterior. As concessões para pessoas físicas totalizaram R$ 385,1 bilhões, crescimento de 2,1%. Nos dados dessazonalizados, as operações para empresas avançaram 1,4%, enquanto as destinadas às famílias recuaram 0,2%.
O estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,36 trilhões em junho, crescimento de 0,7% em relação a maio e de 9,7% na comparação com o mesmo mês de 2025.
O Banco Central também informou que a taxa média de juros das novas operações de crédito ficou em 33,4% ao ano. Nas operações de crédito livre, a taxa média alcançou 49,8% ao ano, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Para as pessoas físicas, os juros médios chegaram a 64% ao ano. Já para as empresas, a taxa ficou em 24,4% ao ano. Nas operações com recursos direcionados, os juros recuaram para 12,2% ao ano.
Outro indicador divulgado pelo BC foi o spread bancário das operações de crédito livre, que passou de 35,6 para 35,8 pontos percentuais entre maio e junho. O spread representa a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada dos clientes.
A inadimplência permaneceu estável no período. O percentual de operações com atraso superior a 90 dias ficou em 4,7% da carteira total de crédito. Entre as pessoas físicas, a taxa foi de 5,6%, enquanto entre as empresas atingiu 3,2%. No segmento de crédito livre, a inadimplência permaneceu em 6,2%, repetindo o índice registrado no mês anterior.