O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de receber visitas pelo período de 30 dias.
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Em publicação nas redes sociais, Jair Renan afirmou que o pai está impedido de receber os próprios filhos e comparou a situação ao período em que o presidente Lula esteve preso.
“Acabei de receber a notícia que meu pai Jair Bolsonaro está impedido de ver seus próprios filhos. Isso a gente sabe que só seria possível em um Brasil da democracia relativa do Lula. Meu pai, preso injustamente, praticamente colocado agora em uma solitária. Enquanto o Lula recebia jornalistas, políticos, até arrumava namoradas, o meu pai enfrenta o ódio de uma justiça que não demonstra que é tudo menos cega. Meu pai, eu quero dizer que eu te amo e vamos vencer e resgatar o Brasil, o Senhor e milhares de presos políticos que enfrentam tanta perseguição. Nós venceremos.”
Na decisão que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar, Moraes ampliou as restrições impostas ao ex-presidente. O ministro proibiu manifestações de caráter político e estabeleceu que o cumprimento integral das medidas cautelares é condição para a manutenção do benefício.
Ao fundamentar a decisão, Moraes afirmou que houve “patente, portanto, o desrespeito de Jair Messias Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária”.
A Procuradoria-Geral da República também apontou descumprimento das medidas cautelares, mas se manifestou pela manutenção da prisão domiciliar.
A decisão também impactou o pedido da defesa para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse Bolsonaro no próximo dia 25 de julho. Os advogados sustentaram que a suspensão das visitas havia sido motivada inicialmente pelo estado de saúde do ex-presidente, em recuperação de uma broncopneumonia, e defenderam que a solicitação fosse analisada diante do novo contexto.
“Assim, embora a decisão posteriormente proferida tenha determinado a manutenção, em termos gerais, das condições anteriormente fixadas, afigura-se plenamente justificável que a autorização específica ora requerida seja apreciada à luz das circunstâncias atualmente existentes”.
Moraes, no entanto, negou o pedido de autorização para o encontro.