A Bolsa de Valores brasileira começou junho em baixa. O Ibovespa recuou 0,91% ontem (1º) e encerrou o pregão aos 172.197,46 pontos, registrando o menor nível de fechamento desde 21 de janeiro. O resultado marcou a quinta queda consecutiva do principal índice da B3.
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Durante a sessão, o indicador chegou à mínima de 171.792,82 pontos, com perdas superiores a 1%, e alcançou máxima de 173.975,31 pontos. Na abertura, o índice estava em 173.790,08 pontos. O volume financeiro movimentado no dia foi de R$ 28,4 bilhões.
Mesmo com o desempenho negativo recente, o Ibovespa ainda acumula valorização de 6,87% em 2026.
O movimento do mercado foi influenciado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Investidores acompanharam o enfraquecimento das negociações entre Estados Unidos e Irã e a retomada das ações militares de Israel no Líbano, fatores que ampliaram a busca por segurança nos mercados globais.
Nesse ambiente de maior cautela, ativos de países emergentes perderam espaço. Na B3, ações de bancos e mineradoras estiveram entre as principais responsáveis pela pressão sobre o índice.
As ações da Petrobras seguiram caminho oposto e avançaram ao longo do pregão, impulsionadas pela forte alta do petróleo no mercado internacional.
Enquanto a Bolsa caiu, o dólar fechou em baixa frente ao real. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,023, com recuo de 0,39%. Em maio, havia registrado valorização de 1,82%. No acumulado deste ano, a divisa dos Estados Unidos apresenta desvalorização de 8,5% em relação ao real.
A valorização do petróleo contribuiu para o fortalecimento da moeda brasileira. Como o Brasil é exportador da commodity, preços mais altos tendem a elevar a entrada de dólares na economia nacional.
A queda do dólar ocorreu mesmo diante do avanço do índice DXY, indicador que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas de países desenvolvidos.
No exterior, os contratos de petróleo dispararam após a agência iraniana Tasnim divulgar que o governo de Teerã interrompeu as negociações indiretas com os Estados Unidos. Segundo a agência, também passaram a ser discutidas medidas para um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.
O barril do petróleo Brent fechou a US$ 94,98, alta de 4,2%. Já o WTI encerrou o dia cotado a US$ 92,16, avanço de 5,5%.
Ao longo da sessão, as cotações chegaram a subir mais de 6%, mas reduziram parte dos ganhos após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizando esforços diplomáticos para evitar uma ampliação do conflito no Oriente Médio.