O deputado petista Reimont acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal para pedir a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro após o parlamentar anunciar viagem aos Estados Unidos.
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Na representação, o parlamentar do PT também pediu bloqueio de bens e apreensão dos passaportes de Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, Mário Frias e do ex-governador Cláudio Castro.
Segundo Reimont, a medida busca impedir uma eventual fuga do senador em meio ao avanço das investigações relacionadas ao Banco Master e ao Rioprev. “Esses homens podem ser uma rede de distribuição de recursos que precisam ser rastreados para que o dinheiro dos aposentados e pensionistas seja reintegrado ao Rioprev”, afirmou o deputado.
Flávio Bolsonaro tem viagem marcada para Washington na próxima segunda-feira (25). A pré-campanha do senador afirma que há articulação para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intermediada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e por Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA. Até o momento, a Casa Branca não confirmou oficialmente o encontro.
Nos bastidores, aliados de Flávio classificam a iniciativa do PT como tentativa de intimidação política contra a oposição em meio ao desgaste do governo Lula com o caso Banco Master e os escândalos ligados ao INSS.
Não vamos deixar o Flávio Bolsonaro fugir! Acabei de entrar com um pedido de APREENSÃO DO PASSAPORTE e dos bens dele e da turma dele!
Mário Frias já está fora do país, Eduardo Bolsonaro já fugiu. Quem garante que essa história dele encontrar o Trump não seja pretexto pra fugir… pic.twitter.com/58XI4Nwovd
— Reimont (@Reimont) May 21, 2026
A representação apresentada pelo petista tenta colar o argumento de que Flávio teria recebido recursos privados de Vorcaro no período em que o governo do Rio de Janeiro direcionou quase R$ 1 bilhão do Rioprev para fundos ligados ao Banco Master. A suspeita levantada por adversários políticos é de possível triangulação financeira envolvendo o banco, a produtora do filme e recursos públicos.
O caso também envolve a produtora GoUp Entertainment, ligada a Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse. O nome da empresária aparece em reportagens relacionadas a emendas parlamentares destinadas a ONGs associadas à produção cinematográfica.
Outro alvo citado na representação é Mário Frias. O deputado está no Bahrein e foi intimado pelo ministro Flávio Dino para prestar esclarecimentos sobre envio de emendas parlamentares a entidades ligadas ao filme. Segundo reportagens, a Câmara informou que a viagem não constava como missão oficial.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os recursos destinados ao filme foram privados e legais. Aliados do senador também lembram que, antes da prisão de Vorcaro, o banqueiro não era alvo público das investigações hoje conduzidas pela Polícia Federal.