Defesa de delegada da PF nega vazamento de dados a Vorcaro

A defesa da delegada da Polícia Federal (PF) Valéria Vieira Pereira da Silva negou que ela tenha realizado consultas indevidas no sistema “e-Pol” da corporação, usado para armazenar dados de investigações. Ela foi alvo da 6ª fase da Compliance Zero, deflagrada nesta manhã e que investiga o Banco Master.

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Valéria foi afastada das funções por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável por autorizar a ação e relator do caso na Corte.

A delegada e o marido, o agente aposentado da PF Francisco José Pereira da Silva, foram alvos de busca e apreensão em uma residência na zona oeste de Belo Horizonte. Segundo a investigação da PF, ele teria auxiliado a esposa no acesso ao sistema da corporação.

De acordo com a PF, os acessos de Valéria ao “e-Pol” teriam sido repassados a Marilson Roseno da Silva, apontado como líder operacional do núcleo “A Turma”, um dos grupos criminosos articulados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em conversa com jornalistas na superintendência da PF em BH, o advogado de ambos, Bruno Correia, afirmou que não houve acesso irregular nem vazamento de informações.

“A defesa ainda não teve acesso à decisão na íntegra do STF. Sobre esse possível vazamento, eu já afirmo de forma categórica que não procede, porque cada servidor da PF tem uma matrícula e um acesso restrito ao sistema da PF. Então, se esse servidor, por exemplo, não tiver cadastrado em determinada operação ou investigação, ele não consegue acessar com a matrícula dele o sistema e, por exemplo, proceder com o vazamento”, afirmou Correia.

“Então, essa notícia de que foi feito um acesso indevido a uma investigação e a divulgação de fatos desta investigação para terceiros não prospera, porque não é possível um agente público que não esteja cadastrado em uma investigação sigilosa ter acesso a essa investigação e retirar dali informações sensíveis e passar a terceiros”, continuou o advogado.

“A delegada e o policial federal não estão cadastrados nesta operação. Então, eles não conseguem, com o token deles, com a matrícula deles, obter informações deste inquérito e divulgar a terceiros”, completou.



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