O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, acusou nesta sexta-feira (8) o regime cubano de impedir a entrada de ajuda humanitária destinada à população da ilha e afirmou que o governo americano prepara novas sanções contra Cuba.
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Durante coletiva em Roma, Rubio declarou que Washington ofereceu cerca de US$ 100 milhões em assistência humanitária ao país caribenho, mas que o governo de Miguel Díaz-Canel teria recusado a proposta.
Segundo o secretário, os Estados Unidos já enviaram aproximadamente US$ 6 milhões em ajuda por meio da Cáritas, organização ligada à Igreja Católica, e continuam dispostos a ampliar o apoio, especialmente diante da crise econômica e energética enfrentada por Cuba.
Rubio também confirmou que discutiu a situação humanitária da ilha com Papa Leão XIV durante reunião ocorrida na quinta-feira (7).
As declarações ocorreram um dia após o governo de Donald Trump anunciar novas sanções contra o conglomerado militar cubano Gaesa, grupo empresarial controlado por setores das Forças Armadas e apontado pelos EUA como peça central da economia do regime.
Rubio afirmou que a holding movimenta bilhões de dólares sem retorno para a população cubana. Segundo ele, os recursos arrecadados não seriam revertidos em infraestrutura, alimentação ou serviços básicos para os cidadãos da ilha.
“O regime é quem impede a ajuda de chegar ao povo cubano”, afirmou o secretário.
Em resposta, o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla acusou Washington de promover “castigo coletivo” contra Cuba e afirmou que as sanções reforçam uma “intenção genocida” dos Estados Unidos contra o país.