O governo Lula negocia a distribuição de cargos em agências reguladoras para viabilizar a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo apuração do O Globo.
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A articulação da esquerda envolve ao menos 14 vagas em órgãos federais e inclui tratativas com o grupo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e partidos do centro.
As vagas contemplam postos em agências como Anac, ANM, Anatel, ANA, ANPD, Antaq, Ancine, além da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A estratégia discutida prevê divisão das indicações entre governo e senadores.
O tema foi tratado em reunião entre Lula e Alcolumbre no fim de março.
A indicação de Messias foi feita em novembro de 2025, mas enfrentou resistência no Senado, o que levou ao adiamento do envio formal da mensagem.
A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça está marcada para 29 de abril.
Segundo interlocutores, Messias tem apoio parcial na base governista e em partidos como MDB e PSD, enquanto há votos contrários e indecisos.
A prerrogativa de indicação é do presidente da República, com aprovação posterior do Senado.
Nos bastidores, o governo busca contemplar demandas parlamentares sem abrir mão de influência sobre os órgãos.
Outras indicações do Executivo, como nomes para a CVM, ainda aguardam análise do Senado.
A negociação de cargos em agências reguladoras tem sido usada como instrumento para avançar votações no Congresso.