O programa ALive desta sexta-feira (10) abordou o novo embate entre deputadas da oposição e a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, Erika Hilton (Psol-SP).
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O caso aconteceu na última quarta (08). Na ocasião, parlamentares da oposição tentavam aprovar uma moção de repúdio contra a psolista. A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) ameaçou acionar a Lei Maria da Penha contra Hilton em virtude de “falas agressivas” da parlamentar, que é trans.
A deputada do PL afirmou que a colega psolista possui “a força de um homem” e demonstrou receio de sofrer agressão física.
“A senhora grita e parece que vai partir para uma agressão. Se vier para cima de mim, para me enfrentar, vamos procurar a Lei Maria da Penha porque a senhora tem a força de um homem”, declarou Valle na ocasião.
Em seguida, Erika Hilton se defendeu, afirmando que boa parte das deputadas que a criticam agora, por ter assumido a Presidência da comissão da mulher, nunca tinham aparecido para discutir projetos ali. A discussão terminou com acusações de transfobia contra Valle.
Para o jornalista e biólogo molecular Eli Vieira, a fala da deputada do PL não foi “transfóbica”. Ele ainda criticou que a definição desse tipo de discriminação “está sendo muito elástica” nos últimos anos.
“Parece que ela [definição de transfobia] se expande na medida em que for possível ser usada para calar a boca de quem discorda do identitarismo”, afirmou Eli.
Ao explicar o identitarismo, o biólogo definiu como “coleção de supostos movimentos pelos direitos de minorias, mas que já ultrapassaram muitos limites pedindo um monte de privilégio, pedindo tratamento diferenciado”.
“Eu não sei se a deputada Vale está correta em dizer que a deputada Erika representa uma ameaça para a integridade física dela”, afirmou Vieira, que completou: “porém, o que eu posso comentar como biólogo é que é verdade que a probabilidade está a favor dessa ideia de que a Erika tenha a força de um homem”.
“É muito improvável que seja uma afirmação falsa que a deputada Vale fez ao dizer que a Erika Hilton tem força de homem”, disse o biólogo. “Provavelmente tem sim, ou no mínimo está ali dentro da distribuição masculina”.
“A comissão deveria estar ali fazendo algo produtivo pelas mulheres, não foi o que a gente observou, infelizmente”, finalizou o jornalista.
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