A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) uma operação para investigar um grupo suspeito de invadir sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com o objetivo de cometer fraudes.
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Batizada de Operação Riga, a ação cumpre três mandados de busca e apreensão no Distrito Federal. As investigações tiveram início após a identificação de indícios de acessos irregulares à rede interna do órgão, com possível comprometimento de dados e credenciais de usuários.
De acordo com a PF, há suspeita de que os envolvidos tenham se valido de suas próprias funções dentro do INSS para facilitar a prática dos crimes, o que pode indicar uso indevido de privilégios de acesso ao sistema.
Os investigadores apuram se informações sensíveis foram utilizadas para viabilizar fraudes, embora o alcance dos danos ainda esteja sendo dimensionado. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os suspeitos poderão responder por invasão de dispositivo informático, além de outros crimes que possam surgir no decorrer das apurações.
A corporação destacou que a Operação Riga não tem relação com a Operação Sem Desconto, realizada anteriormente em parceria com a Controladoria-Geral da União, que investigou descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Após aquela investigação, o governo federal iniciou a devolução de valores a aposentados e pensionistas afetados. O prazo para contestação desses descontos foi prorrogado e segue aberto até junho.
A nova ofensiva da Polícia Federal reforça o monitoramento sobre possíveis vulnerabilidades em sistemas públicos e o uso indevido de informações internas para aplicação de fraudes.