Conselho de Segurança da ONU adia votação sobre uso de força em Ormuz

O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação prevista para esta sexta-feira (03) sobre a autorização do uso de força “defensiva” para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã desde o início da guerra contra os EUA e Israel.

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A votação na ONU foi remarcada para amanhã (04) devido ao feriado da Sexta-feira Santa.

A proposta, apresentada pelo Bahrein à organização, prevê autorizar “todos os meios defensivos necessários” para garantir a navegação comercial em Ormuz por pelo menos 6 meses.

O adiamento também ocorre em meio à forte resistência de China, Rússia e França, que têm poder de veto no Conselho. Os três países se opõem a qualquer autorização para uso da força na região.

Segundo o jornal “The New York Times”, essas potências já vinham bloqueando tentativas de países árabes de obter aval para uma ação militar contra o Irã, rejeitando trechos que permitissem intervenção.

O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar o uso da força “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e poderia provocar uma escalada com “graves consequências”. O presidente da França, Emmanuel Macron, já classificou a proposta do Bahrein como “irrealista” e alertou para o risco de escalada militar no Oriente Médio.

O impasse envolvendo o uso da força em Ormuz ocorre após semanas de negociações. O principal ponto de divergência é a autorização para que países usem “todos os meios necessários” para garantir a passagem no estreito.

Para ser aprovada, a resolução precisa de ao menos 9 votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

O chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou que a ação do Irã em Ormuz representa uma “tentativa ilegal e injustificada” de controlar a navegação e exige uma “resposta decisiva”.

O Irã, por sua vez, sinalizou que pretende manter a supervisão do tráfego no estreito mesmo após o fim da guerra contra os Estados Unidos e Israel.

O bloqueio da rota, responsável por cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo, impacta a economia global, elevando custos de energia e transporte. Desde o início do conflito, os preços do petróleo dispararam.



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