O Brasil cumpriu integralmente apenas 4 das 35 recomendações feitas pela OCDE para o combate ao suborno transnacional. Outras 15 foram implementadas parcialmente e 16 ainda não saíram do papel, segundo relatório divulgado em março de 2026.
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O documento integra o monitoramento da Convenção Antissuborno e aponta fragilidades estruturais que limitam a eficácia das ações no país.
Entre os principais problemas estão penas mais baixas em relação a casos de corrupção doméstica, risco de prescrição por demora nos processos, falhas na proteção a denunciantes e ausência de medidas contra interferências em investigações.
O relatório também menciona decisões recentes do Supremo Tribunal Federal no contexto analisado, com impacto no uso de provas e na cooperação internacional. A organização não atribui irregularidades a ministros e afirma que seguirá acompanhando o tema.
A divulgação ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação do tribunal. Pesquisa Genial/Quaest de março indica que 49% dos brasileiros dizem não confiar no STF, enquanto 43% afirmam confiar. O levantamento aponta ainda que 59% avaliam que a Corte atua alinhada ao governo do presidente Lula.
O relatório conclui que, apesar de iniciativas em andamento, o Brasil ainda não apresentou um plano coordenado para implementar as recomendações. A próxima atualização está prevista para 2027.