Base derruba relatório da CPMI; Veja como foi a votação

CPMI do INSS ouve CEO do C6 Consignado; acompanhe

A base do governo e aliados do Centrão derrotaram, na madrugada deste sábado, o relatório final da CPMI do INSS, que previa o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e pedia medidas como prisão preventiva de investigados. O parecer, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, foi rejeitado após articulação política que garantiu maioria no colegiado. Foram 19 votos contra e 12 a favor.

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O presidente da comissão, Carlos Viana, decidiu não pautar um relatório alternativo alinhado ao governo. Com isso, a CPMI encerrou os trabalhos sem aprovação de um texto final.

O desfecho ocorreu após mudanças na composição da comissão nos dias anteriores e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que barrou a prorrogação da CPMI. Com prazo limitado, a sessão concentrou leitura e votação do parecer.

Como foi a votação

Parlamentar Partido/UF Voto
Soraya Thronicke PODEMOS-MS Não
Randolfe Rodrigues PT-AP Não
Jaques Wagner PT-BA Não
Magno Malta PL-ES Sim
Eliziane Gama PSD-MA Não
Humberto Costa PT-PE Não
Jussara Lima PSD-PI Não
Marcio Bittar PL-AC Sim
Izalci Lucas PL-DF Sim
Eduardo Girão NOVO-CE Sim
Rogério Carvalho PT-SE Não
Augusta Brito PT-CE Não
Teresa Leitão PT-PE Não
Rogerio Marinho PL-RN Sim
Damares Alves REPUBLICANOS-DF Sim
Coronel Fernanda PL-MT Sim
Coronel Chrisóstomo PL-RO Sim
Marcel Van Hattem NOVO-RS Sim
Alfredo Gaspar UNIÃO-AL Sim
Meire Serafim UNIÃO-AC Não
Átila Lira PP-PI Não
Orlando Silva PCdoB-SP Não
Rogério Correia PT-MG Não
Ricardo Ayres REPUBLICANOS-TO Não
Alencar Santana PT-SP Não
Paulo Pimenta PT-RS Não
Lindbergh Farias PT-RJ Não
Neto Carletto AVANTE-BA Não
Dorinaldo Malafaia PDT-AP Não
Adriana Ventura NOVO-SP Sim
Bia Kicis PL-DF Sim

Fonte: Congresso Nacional

A leitura do relatório ocorreu em meio à mobilização de parlamentares. Esquerda e Centrão chegaram à sessão com maioria entre titulares após substituições realizadas por partidos da base e do Centrão, conforme esse site já havia mostrado. Integrantes da comissão apontaram que parte das mudanças visou influenciar o resultado da votação. Outros alegaram ajustes logísticos para garantir presença na sessão final.

A articulação incluiu a exoneração do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para que reassumisse temporariamente o mandato no Senado e participasse da votação.

Pela legislação, CPIs (CPMIs) não podem decretar prisões nem formalizar indiciamentos. As conclusões são encaminhadas a órgãos competentes para análise.



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