Alinhado a Lula, Master aderiu a sistema chinês

Vorcaro será transferido hoje para presídio federal em Brasília

Até ser enquadrado por Donald Trump em outubro de 2025, Lula vociferava contra o dólar, dizendo que era preciso criar um sistema alternativo para o comércio internacional, sem a moeda americana. O petista promovia o CIPS (Cross-Border Interbank Payment System), infraestrutura de pagamentos em Yuan (RMB) operada pelo Banco Popular da China.

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Para viabilizar o sistema, era preciso conseguir a adesão de outras instituições bancárias. No Brasil, vejam só, o primeiro banco a apoiar a iniciativa a pedido do governo Lula foi justamente o Master, de Daniel Vorcaro. A adesão foi anunciada pelo próprio banco em 25 de junho do ano passado.

Ele e Paulo Gala, economista-chefe do Master, participavam da China International Financial Exhibition 2025, em Xangai.

“Em um mundo cada vez mais multipolar, a entrada do Banco Master no Cips sinaliza não apenas uma decisão estratégica, mas também um passo concreto na direção de um sistema financeiro global mais equilibrado, descentralizado e representativo da nova geografia econômica mundial”, afirmou Gala.

O discurso de Gala se alinhava ao do governo Lula e ao do próprio Banco Central, já sob o comando de Gabriel Galípolo, que, em maio, havia assinado com o Banco Popular da China um acordo de swap (troca) de moedas de R$ 27,7 bilhões, com o objetivo de reduzir a dependência do dólar.

Na prática, o Master se transformava ali numa ferramenta geoeconômica e geopolítica para o governo do PT.

No âmbito diplomático, Brasil e EUA viviam o grau máximo da tensão bilateral, após diversas declarações de Lula sobre a necessidade de criar uma moeda alternativa ao dólar e sair do Swift, com Donald Trump ameaçando impor tarifas às importações de países que insistissem nessa iniciativa.

“É uma forma de aproximar as duas moedas (real e renminbi) e de acelerar o fluxo de investimentos diretos da China para o Brasil, além de facilitar as relações comerciais entre as empresas”, disse, na ocasião, Felipe Wallace Simonsen, head de câmbio do Master.

Logo no início de julho, a Casa Branca anunciou a imposição de tarifas extras de 50% a produtos brasileiros. No final do mês, Alexandre de Moraes foi incluído na lista de sancionados da Lei Magnitsky, ficando proibido de manter contas ou realizar transações com bancos que tivessem operação nos EUA.

Este site apurou que a adesão do Master ao CIPS foi intermediada pelos empresários Manoel Damasceno, então chefe do escritório da Reag Investimentos na China, e Yuan Lie, do grupo Sino-LAC Holding. Ambos, como já registrou a imprensa, se reuniram com Alexandre Padilha em novembro de 2024, quando o ministro ainda chefiava a Secretaria de Relações Institucionais.

YUAN LIE, empresário chinês teria articulado a adesão do Master ao CIPS

Yuan Lie foi presidente da ZTE Brasil, única empresa a ser visitada por Dilma Rousseff, em 2011, em sua ida à China. Na ocasião, ele anunciou a construção de um pólo industrial da ZTE em Hortolândia (SP), que incluiria produção, centro de distribuição e o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa na América Latina.

Damasceno já foi citado também em reportagem sobre a iFLY, uma franquia de paraquedismo indoor da qual é dono. A iFLY teria tomado um empréstimo junto ao Master no valor de R$ 489 milhões, por meio de cédulas de crédito bancário (CCB). Desse total, R$ 449 milhões foram para no fundo D Mais, administrado pela Reag e que teria sido usado para desviar mais de R$ 11 bilhões.



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