O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), apresentou nesta segunda-feira (9) um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
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Segundo ele, o fato de exercerem função de julgamento não os torna imunes a questionamentos.
“Não é porque alguém julga que não pode ser julgado”, declarou o governador durante coletiva em Brasília.
Durante a entrevista, Zema afirmou que parte da magistratura estaria se considerando “intocável” e disse que ministros da Corte também devem responder por eventuais irregularidades.
“Fica muito claro, à medida que o tempo avança, que alguns envolvidos se julgam acima da lei, como se fossem intocáveis”, afirmou. “Aqui na Terra todos cometem erros.”
O governador também citou diretamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, dizendo que ambos estariam ligados a questionamentos envolvendo o caso do Banco Master. Para ele, se presidentes da República já foram afastados por impeachment no país, o mesmo instrumento deveria poder alcançar integrantes do Judiciário.
“Se já tivemos dois presidentes da República afastados por impeachment, já passou da hora de o mesmo acontecer com ministros do STF”, disse.
Zema também criticou o silêncio de entidades ligadas ao meio jurídico. Segundo ele, associações de magistrados, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e centros acadêmicos de faculdades de Direito não teriam se posicionado sobre o tema.
Ações anunciadas pelo Novo
Durante o evento, o Novo também anunciou a apresentação de uma notícia-crime contra o Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também informou que irá apresentar uma representação no Conselho de Ética do Senado Federal do Brasil contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP)