CPI recorre contra decisão de Gilmar que anulou quebra de sigilo

CPI do Crime Organizado recorre ao STF para suspender decisão de Gilmar Mendes que anulou quebra de sigilo da empresa Maridt

O presidente e o relator da CPI do Crime Organizado, senadores Fabiano Contarato (PT-ES) e Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolaram nesta quinta-feira (5) no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para suspender a decisão do ministro Gilmar Mendes que anulou um requerimento da comissão.

A medida também solicita a redistribuição do processo na Corte.

O pedido foi apresentado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, por meio de uma solicitação de suspensão de liminar contra a decisão que anulou o requerimento que havia sido aprovado por unanimidade pela comissão e determinava a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A., além da produção de um Relatório de Inteligência Financeira pelo Coaf.

A decisão monocrática de Gilmar Mendes suspendeu a medida ao conceder habeas corpus de ofício em um processo já arquivado e que, segundo os parlamentares, não tem relação com o caso investigado pela comissão.

No recurso encaminhado ao Supremo, os senadores afirmam que a decisão provoca interferência nas prerrogativas investigatórias do Congresso.

De acordo com o documento, a suspensão da quebra de sigilo compromete diligências consideradas essenciais para o andamento da investigação.

Os parlamentares também sustentam que medidas que afetam diretamente os poderes de investigação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito devem ser analisadas pelo colegiado do STF, e não por decisão individual.

A CPI afirma ainda que a paralisação das diligências pode comprometer as apurações, já que as comissões parlamentares têm prazo determinado de funcionamento e dependem do acesso a informações para elaborar o relatório final.

Pedido de redistribuição

Além da suspensão da liminar, a CPI também solicitou ao STF a redistribuição do habeas corpus que resultou na anulação do requerimento.

O habeas corpus foi concedido de ofício pelo ministro Gilmar Mendes após petição apresentada pela empresa Maridt.

O processo foi vinculado a um caso já arquivado que tratava de tema relacionado à CPI da Pandemia.

Segundo os senadores, o pedido envolve outra comissão parlamentar, investigados diferentes e fatos distintos.

Por esse motivo, a comissão sustenta que não há relação direta entre os casos que justifique a vinculação automática ao processo anterior.

Diante disso, a CPI pede ao STF que corrija a distribuição e realize novo sorteio entre os ministros da Corte para análise do caso.



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