O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3) manter a deliberação da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão foi tomada após análise de um recurso apresentado por 14 deputados e senadores da base governista, que pediam a suspensão imediata dos efeitos da votação realizada na última quinta-feira (26). O grupo alegava irregularidades na condução da sessão e na contagem dos votos.
Ao rejeitar o pedido, Alcolumbre afirmou que não identificou violação ao regimento interno ou à Constituição que justificasse a intervenção da Presidência do Congresso.
— “Adianto desde logo que este não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento interno ou à Constituição Federal. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPMI”, declarou.
Mais cedo, o senador havia informado que ouviria a Advocacia do Senado antes de decidir. “Estou querendo decidir; vou ouvir a advocacia”, disse.