Relator da CPMI do INSS não confia em prorrogação por Alcolumbre

O deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou nesta quinta-feira (5) não acreditar que a prorrogação dos trabalhos será assegurada por decisão do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Diante do impasse, o parlamentar defendeu que o Legislativo recorra ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a continuidade das investigações.

Para ele, apesar de o regimento prever a prorrogação automática da CPMI mediante a coleta de assinaturas, o procedimento depende da convocação de uma sessão conjunta do Congresso, o que, até o momento, não ocorreu.

Segundo Gaspar, mais de 200 assinaturas de deputados e senadores já foram reunidas para estender os trabalhos por mais quatro meses, mas o pedido sequer foi formalmente analisado

“Eu não acredito na prorrogação da CPMI por ato do presidente do Senado. Nós temos que pensar numa ida ao STF para prorrogar os trabalhos, porque isso é um direito do povo brasileiro, diante dos requisitos objetivos e subjetivos”, afirmou.

A CPMI foi instalada com em 20 de agosto de 2025 e tem funcionamento previsto até 28 de março deste ano. Para o relator, o período é insuficiente para apurar um esquema de grande complexidade, especialmente em razão do calendário legislativo reduzido durante o mês de fevereiro.

“Ninguém quer que faça milagre numa investigação de um mês e poucos dias, com sessões encurtadas”, disse.

Gaspar destacou que a comissão entra agora em uma nova fase, voltada à apuração da atuação do sistema financeiro nacional.

De acordo com ele, enquanto a primeira etapa da investigação, relacionada a descontos associativos, envolveu cerca de R$ 10 bilhões ao longo de uma década e demandou quatro meses de trabalho, a nova frente trata de movimentações muito mais expressivas.

Em discurso, Gaspar afirmou que há parlamentares que atuam para impedir o avanço das investigações.

“Há muita gente aqui dentro da CPMI querendo fechar a tampa e esquecer muita coisa. Nós estamos enfrentando o sistema”, disse.

“Banco tem muito a oferecer, e tem gente aqui dentro que vendeu a alma e o coração ao sistema financeiro. Mas não vamos fazer favor com o chapéu do aposentado e do pensionista”, completou.

A CPMI apura um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, revelado pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. As investigações apontam prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas, em um dos maiores escândalos recentes envolvendo o INSS.



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