Gerente de parque na França é detido por barrar jovens israelenses

A polícia francesa deteve o gerente de um parque em Porte-Puymorens, nos Pirineus, após ele impedir a entrada de 150 jovens turistas israelenses. O incidente ocorreu na última quinta-feira, 21, e ele foi detido para interrogatório por “discriminação com base em religião”, segundo promotores de Perpignan.

O grupo de turistas, todos menores entre 8 e 16 anosque passavam férias na Espanha, tinha feito reserva antecipada, mas foi barrado. O gerente disse que recusou o acesso devido a “convicções pessoais”.


O gerente, de 52 anos, não possui antecedentes criminais, mas poderá pegar até três anos de prisãocaso seja condenado por discriminação religiosa na prestação de serviços.

O grupo de israelenses mudou seus planos e seguiu, em três ônibus, para outro local na França.

O ministro do Interior francês, Bruno Retailleau, classificou o episódio como “grave”

“Essa não é a nossa concepção de República, essa não é a nossa concepção de dignidade humana. Espero que a Justiça seja firme”, disse à BFMTV.

Uma linha foi ultrapassada. Estamos indignados”, afirmou Perla Danan, presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas Francesas na região de Languedoc-Roussillon.

“Começou com grafites, insultos e ataques físicos e agora é literalmente uma proibição para crianças de oito a 16 anos”, disse Danan, acrescentando que o incidente a lembrou da placa “proibido judeus ou cães” durante o Holocausto. “Os valores da França foram violados”, afirmou.

O prefeito de Porté-Puymorens, Jean-Philippe Augé, afirmou disse que “o DNA de nossa comunidade se baseia em um senso de compartilhamento e fraternidade”. Ele acrescentou que o incidente causou “completo espanto” na região.

O Observatório Judaico da França também expressou “profunda indignação” em um comunicado divulgado na sexta-feira. 

“Tal ato de discriminação, direcionado exclusivamente a menores com base em sua nacionalidade e origem, é extremamente grave e compromete os princípios fundamentais da república.”

A discriminação com base na religião é um crime punível com até três anos de prisão na França.

O caso ocorre em meio a aumento de atos antissemitas na França. Em 2023, incidentes desse tipo saltaram de 436, em 2022, para 1.676, após ataques do grupo terrorista Hamas a Israel. Em 2024, o número caiu ligeiramente para 1.570, segundo o Ministério do Interior.

O gerente foi liberado enquanto a investigação continua, mas permanece sob suspeita de discriminação por origem, etnia ou nacionalidade.

Fonte: O Antagonista 

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