O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu algo inimaginável: unir o dividido segmento evangélico. Líderes de várias denominações se manifestaram publicamente em defesa do pastor Silas Malafaia.
Na última semana, ficou público que a PF passou a investigar Malafaia por suposta tentativa de obstruir o inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado no país. Moraes é o responsável pelo inquérito.
A convergência do segmento em apoio a Malafaia foi materializada em duas manifestações. Uma delas foi enviada à coluna Andreza Matais pela Confederação dos Conselhos de Pastores e Líderes Evangélicos do Brasil (CONCEPAB) e o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (FENASP). As entidades reúnem líderes dos conselhos estaduais de pastores, que lideram milhares de fiéis de diferentes igrejas de todo o país.
Segundo as entidades evangélicas, “o estabelecimento de procedimentos investigatórios sem a devida observância aos princípios constitucionais transforma o inquérito em um instrumento de opressão”.
Os religiosos afirmam ainda que “a Constituição assegura que ninguém pode ser compelido a agir contra suas convicções religiosas ou filosóficas” e que “qualquer violação a esses preceitos caracteriza não apenas afronta à ordem constitucional, mas também verdadeiro abuso de poder estatal, que pode se traduzir em perseguição política e religiosa, como está acontecendo com Pr. Silas Malafaia”.
A outra manifestação foi feita pela bancada evangélica no Congresso. “As Frentes Parlamentares Evangélica no Congresso Nacional, Evangélica no Senado Federal e da Radiodifusão manifestam que acompanharão, com intensa atenção e preocupação, a inclusão do pastor Silas Malafaia no inquérito que apura suposta obstrução no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado”, afirmaram os grupos de parlamentares evangélicos em nota pública.
Fonte: Metrópoles