Foto: REPRODUÇÃO “Metrópoles”


No Brasil, a venda de lubrificantes adulterados se tornou um problema grave e silencioso. Ela afeta motoristas de todos os perfis, especialmente quem depende do veículo no dia a dia, como motoristas de aplicativo, profissionais autônomos e donos de frotas.

Estimativas da Associação Brasileira de Combate à Falsificação indicam que 20% dos óleos lubrificantes comercializados no país são falsificados, o que representa um risco real para a segurança e o desempenho dos veículos.


Lubrificantes adulterados são produtos que, por meio de misturas ilegais ou falsificações, perdem as propriedades essenciais para proteger o veículo. Os danos mais comuns incluem superaquecimento do motor, corrosão de mancais e eixos, formação de borra que entope os dutos e até a quebra da correia dentada.

Esses componentes, quando comprometidos, tornam o veículo imprevisível e perigoso para circular. Isso pode causar falhas mecânicas inesperadas, como travamentos, perda de potência e até paradas súbitas do carro em movimento.

Imagine estar dirigindo e, de repente, o carro parar por causa de um óleo sem qualidade? O risco de acidentes graves — como colisões e tombamentos — aumenta consideravelmente.

E o prejuízo não para por aqui. Os danos causados por lubrificantes adulterados podem custar caro.

Os reparos variam entre R$ 2 mil e R$ 12 mil, dependendo do problema e do modelo do carro.