O Produto Interno Bruto da Argentina (PIB) cresceu 5,8% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo estimativa divulgada nesta segunda-feira, 23, pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Na comparação com o trimestre anterior, o avanço foi de 0,8%.
O consumo das famílias também registrou crescimento de 11,6% na comparação anual e 2,9% em relação ao trimestre anterior.
Inflação em queda
Em 12 de junho, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) informou que a inflação mensal na Argentina registrou 1,5% em maio de 2025, atingindo o menor patamar para o período desde 2019.
Em abril, o Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) havia indicado a inflação de 2,8%.
“A inflação no mês foi a menor desde maio de 2020. Se o efeito particular sobre o IPC nos primeiros meses da pandemia for excluído, a inflação mensal foi a mais baixa desde novembro de 2017”, destacou o Ministério da Economia.
A redução era prevista pelo governo argentino após o fim parcial do cepo, a restrição para a compra de dólares para pessoas físicas.
Superávit financeiro
Em janeiro, a Argentina registrou seu primeiro superávit financeiro em mais de dez anos, atingindo 1,8% do PIB.
O resultado foi o melhor desempenho fiscal da Argentina em 14 anos e reflete um esforço para controlar a dívida pública, mantendo-a em níveis semelhantes aos do final de 2023, com uma redução real de 52%.
O superávit foi alcançado apesar de um déficit fiscal primário de 1,30 trilhão de pesos e um déficit financeiro de 1,56 trilhão de pesos em dezembro, mês de altos gastos governamentais, segundo afirmou o ministro da Economia argentino, Luis Caputo.
Fonte: O Antagonista