A publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, permanece desaparecida após sofrer uma queda de cerca de 300 metros durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia, na madrugada de sábado (21), horário local. Natural de Niterói (RJ), Juliana, que realizava um mochilão pela Ásia desde fevereiro, foi vista pela última vez em imagens captadas por um drone de turistas às 17h30 de sábado, mas não foi mais localizada desde então. A família da jovem desmentiu categoricamente as informações divulgadas pelas autoridades indonésias e pela Embaixada do Brasil em Jacarta, que afirmavam que ela havia recebido suprimentos como água, comida e agasalho.
Mariana Marins, irmã de Juliana, relatou que as equipes de resgate não conseguiram chegar ao local do acidente devido à baixa visibilidade e à falta de cordas adequadas, com comprimento suficiente para alcançar a área onde a jovem caiu. “Recebemos com muita preocupação que a informação de que o resgate levou suprimentos para Juliana é falsa. Até agora, ninguém chegou até ela”, afirmou Mariana ao portal G1. A família também denunciou que vídeos divulgados como sendo do suposto resgate foram forjados, aumentando a angústia e a desconfiança em relação às autoridades locais e à agência de turismo contratada para a trilha.
As buscas, que mobilizam equipes da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas), foram suspensas na noite de domingo (22) devido a condições climáticas adversas, como forte neblina e ventos intensos, e devem ser retomadas na segunda-feira (23). A família depositou esperanças no envio de um helicóptero para localizar e resgatar Juliana, já que o terreno íngreme e as condições climáticas dificultam o acesso por terra. Segundo Mariana, a agência de turismo responsável pela expedição demonstrou negligência, abandonando Juliana após ela relatar cansaço e fornecendo informações desencontradas sobre o resgate.
A situação gerou comoção nas redes sociais, onde a família criou o perfil “Resgate Juliana Marins” no Instagram para divulgar atualizações e cobrar agilidade das autoridades. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que a operação de resgate segue em andamento, mas a falta de informações precisas e a demora nas ações intensificam a angústia dos familiares e amigos, que aguardam notícias sobre o estado de saúde e a localização de Juliana, cuja aventura pela Ásia, que incluiu passagens por Filipinas, Vietnã e Tailândia, foi abruptamente interrompida por esse trágico acidente.
Fonte: Conexão Política