Uma jovem modelo de 25 anos, identificada como Ana Clara Souza, faleceu na última sexta-feira (20) em São Paulo após ser submetida a um procedimento polêmico conhecido como “injeção de leite” para tratar insônia crônica. Segundo informações da família, a modelo buscava alternativas para lidar com o distúrbio do sono que a afetava há meses. O tratamento, que não possui comprovação científica e é amplamente criticado por especialistas, foi realizado em uma clínica particular na capital paulista, conforme noticiado pelo jornal Extra. A polícia investiga o caso como possível negligência médica.
O procedimento, que consiste na administração intravenosa de leite, é baseado em práticas alternativas sem respaldo da comunidade médica. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, a técnica não é reconhecida e pode causar graves complicações, como infecções ou embolia. Testemunhas relataram que Ana Clara passou mal logo após a aplicação, sofrendo convulsões antes de ser levada a um hospital, onde não resistiu. A clínica responsável pelo procedimento foi interditada, e o profissional que realizou a aplicação, um suposto terapeuta holístico, está sob custódia para esclarecimentos.
A morte da modelo reacendeu o debate sobre tratamentos alternativos sem validação científica. Especialistas alertam que a insônia crônica, que afeta cerca de 72% dos brasileiros segundo a Fiocruz, deve ser tratada com acompanhamento médico e terapias validadas, como higiene do sono ou medicamentos prescritos. A família de Ana Clara pede justiça e maior fiscalização de clínicas que oferecem práticas duvidosas. O caso está sob investigação, e o laudo da autópsia, que determinará a causa exata da morte, deve ser divulgado nos próximos dias.
Fonte: Jornal Extra