A jornalista Eliane Cantanhêde, comentarista da GloboNews, passou a ser alvo de boicote nas redes sociais após uma declaração feita ao vivo durante a programação do canal. A fala tem gerado pedidos de demissão e acusações de antissemitismo contra Israel e o povo judeu.
Durante uma análise sobre o conflito no Oriente Médio, Cantanhêde questionou de forma retórica a diferença no número de vítimas entre os ataques realizados por Israel em Gaza e os ataques realizados pelo Irã contra o território israelense. A jornalista disse: “Tem uma pergunta de leiga, não sei se você vai ter condições de responder, mas é o seguinte. Por que que os mísseis de Israel destroem Gaza, matam milhares e milhares de pessoas, e os mísseis que saem do Irã e caem, efetivamente caem em Israel, não matam ninguém? Tem uma mortezinha daqui, outra dali, tem 23 feridos daqui, 40 dali, feridos”, externou.
Veja vídeo:
“Isso é o tipo de míssel ou é o tipo de edificação e de proteção as estruturas de Israel que são mais poderosas? Eu não consigo entender por que que nessa guerra o Irã atinge o alvo e não mata ninguém”, emendou, dando risadas na sequência.
A forma como a jornalista se referiu às vítimas — mencionando “uma mortezinha daqui, outra dali” — fez o nome de Cantanhede ocupar o topo dos assuntos mais comentados do X/Twitter. Diversos usuários interpretaram o comentário como uma relativização dos ataques sofridos por Israel e uma suposta cobrança pela ausência de mais mortes no país.
Termos como “demissão já”, “ódio disfarçado” e “vergonha jornalística” ficaram entre os mais citados nas postagens relacionadas ao vídeo. A maior parte dos internautas alega que o tom da jornalista fez ela mesma se colocar em um viés abertamente hostil contra Israel e os judeus.
“Eliane Cantanhêde deveria ser proibida de exercer a profissão de comunicadora”, escreveu um internauta. “Ela expressou abertamente ódio aos judeus“, afirmou outro. “Isso me fez lembrar Hitler e a Alemanha nazista”, disse um terceiro. “Cantanhêde precisa ser demitida com urgência”, expressou um outro usuário.
Fonte: Conexão Política Brasil