A Índia terminou 2022 como a 5ª maior economia do mundo e a 2ª maior dos Brics –grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Mesmo sem estabelecer uma guerra econômica, o país asiático hoje é considerado um dos principais adversários da China na disputa comercial na Ásia e no mundo.
Foi a partir da década de 1970 que a economia da Índia começou acelerar seu crescimento. Segundo os professores de economia da UFPE, Ecio Costa, e da FAAP, Sillas de Souza Cezar, a alta teve duas etapas. Em um 1º momento, por causa da mão de obra mais barata no país. Em uma 2ª fase, nos anos 90, quando a nação asiática abriu seu mercado para o capital estrangeiro.
Na época, o país também estabeleceu reformas de mercado. “A Índia se torna estratégica a partir desse momento e isso vem se intensificando gradativamente, às vezes mais, às vezes menos”, afirmou Cezar.
Os sinais esperados para 2023 de um menor crescimento da China também fizeram com que a Índia tivesse uma posição de maior protagonismo na disputa comercial e econômica na Ásia. “A Índia acabou conseguindo conquistar um certo espaço aberto pela China e intensificou muito o seu potencial de crescimento, se tornando um player muito importante”, avaliou.
O setor de serviços indiano é um dos principais motores da economia do país, contribuindo com cerca de 50% do PIB. A rápida expansão do setor tem um papel central no crescimento econômico indiano.
“Esse aumento recente da produtividade total dos fatores [em referência à eficiência com que a economia usa seus recursos para produzir] tem uma relação muito forte com o aumento do investimento estrangeiro direto na Índia e também com o crescimento forte do setor de serviços”, afirma Costa.