A ação de um grupo de missionários islâmicos turcos mexeu com a rotina de São Gabriel da Cachoeira (AM), a cidade com a maior população indígena do Brasil, na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.
Reportagem do Metrópoles publicada em abril revelou que esse grupo islâmico doutrinava e levava indígenas de diferentes etnias dessa região da Amazônia para a Turquia.
Com a promessa de bancar os estudos dos jovens, os pais de crianças e adolescentes indígenas entregaram seus filhos para essa organização.
Inicialmente, os indígenas eram levados para um internato improvisado em Manaus (AM), cidade a três dias de barco de São Gabriel. No local, viviam uma rotina de oração, leitura do alcorão, aulas de árabe e turco.
Em seguida, os indígenas eram encaminhados para um outro dormitório em São Paulo (SP) e, por fim, para internatos religiosos na Turquia, nas cidades de Kütahya e Tarso. Cinco indígenas chegaram a viver em território turco.
As autoridades brasileiras fecharam o internato de Manaus, porque funcionava de forma ilegal, sem seguir as regras de funcionamento e sem autorização para alojar crianças e adolescentes. Também há relatos de falta de comida adequada.