O Lula afirmou que conta com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, para vencer o segundo turno da eleição presidencial. “Vai me ajudar a ganhar”, disse Lula após uma reunião com Motta no Palácio da Alvorada.
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O encontro durou cerca de 45 minutos e ocorreu um dia depois de o Republicanos oficializar apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Motta participou da reunião acompanhado do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), integrante de outro partido que declarou apoio ao candidato do PL.
Questionado por jornalistas sobre a movimentação dos partidos de centro, Lula evitou comentar diretamente o apoio do Republicanos a Flávio. O presidente se aproximou dos repórteres após uma entrevista no Lago Sul, em Brasília.
Nos últimos dias, Flávio recebeu o apoio de partidos que não haviam declarado posição no primeiro turno. A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou adesão na terça-feira (6). O Republicanos oficializou o apoio na quarta-feira (7), assim como o Novo. O PSD decidiu manter a neutralidade, enquanto MDB e PSDB ainda não haviam definido posição, segundo o relato publicado em 8 de outubro.
Aproximação política
Embora o Republicanos tenha mantido neutralidade no primeiro turno, Motta atuou em favor de Lula na Paraíba. O petista obteve 61,31% dos votos no Estado, contra 33% de Flávio Bolsonaro.
A aproximação não garantiu, porém, a eleição de Nabor Wanderley, pai de Motta, para o Senado. Lula apoiou João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), ambos eleitos. Nabor não conquistou uma vaga.
Motta também recebeu menos votos para deputado federal do que em 2022. Na eleição anterior, obteve 158.171 votos e foi o mais votado da Paraíba. Em 2026, recebeu 124.339 votos, uma redução de 33.832, e terminou na quarta posição entre os candidatos do Estado.
O presidente da Câmara busca permanecer no comando da Casa em 2027. Lula já sinalizou apoio à reeleição de Motta e à de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado.
A relação entre os dois também envolve pautas legislativas. Motta apoia a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6 por 1, uma das bandeiras da campanha petista. Em 2 de outubro, ele afirmou que a mudança estava “cada dia mais próximo”, após Alcolumbre encaminhar a proposta para análise do Senado.
O PT articula a votação da proposta na próxima semana. Durante discurso no mesmo evento, Lula afirmou que Flávio Bolsonaro pediu ao PL que se abstivesse na votação.
