Frejat repudia uso música por Renan Santos, que vai manter

O cantor e compositor Roberto Frejat repudiou nesta sexta-feira (2) o uso de “Bete Balanço”, música que compôs com Cazuza, na campanha do candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão). A manifestação ocorreu após a Warner Chappell notificar extrajudicialmente a campanha pelo uso da obra sem autorização.

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Em publicação nas redes sociais, Frejat afirmou que se manifestava também em nome de Cazuza e rejeitou a associação da canção à candidatura.

“Em meu nome e no de Cazuza, manifesto meu total repúdio à associação da nossa canção ‘Bete Balanço’ à campanha presidencial de Renan Santos. Não compartilhamos de suas ideias e do uso contínuo, indevido e não autorizado de nossa música, o que demonstra total falta de respeito aos direitos dos autores.”

A publicação foi acompanhada da mensagem “Renan Santos Não!”. Segundo Frejat, a utilização da música ocorre sem autorização dos autores.

Renan diz que continuará usando música

Renan Santos respondeu ao músico em vídeo publicado nas redes sociais e afirmou que pretende manter a paródia nos atos eleitorais.

“Frejat, de guitarrista para guitarrista, não seja bobo. Bete Balanço é uma música maravilhosa, estamos levando para milhares de pessoas, vocês deveriam ficar lisonjeados. Nós vamos usar, vocês vão ter que lidar com isso”, disse.

Em outra fala, Renan afirmou que a manifestação de Frejat teria dado mais exposição à campanha e reiterou que continuará utilizando a canção.

A versão usada pela campanha altera trechos da composição original para incorporar o discurso eleitoral de Renan. Entre as mudanças está a substituição de “o teu futuro é duvidoso” por “o futuro é glorioso”, lema associado à candidatura e ao jingle “Vote na Onça”.

Warner já havia notificado a campanha

A controvérsia começou antes do posicionamento público de Frejat. Em 22 de setembro, a Warner Chappell enviou uma notificação extrajudicial à campanha para tratar da utilização da música. O documento solicitava contato da equipe de Renan para regularizar o uso da obra.

Mesmo após a notificação, a paródia voltou a ser cantada por Renan e apoiadores durante um ato realizado diante da sede da TV Globo, no Rio de Janeiro, na quinta-feira (1º). O evento ocorreu após o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela emissora.



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