“ultrapassa qualquer limite” diz Carol De Toni sobre STF

A candidata ao Senado por Santa Catarina Carol De Toni (PL) afirmou nesta quinta-feira (1º) que a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a um limite que, na avaliação dela, não pode mais ser ignorado. A declaração foi feita durante live do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizada no horário em que ocorreria o debate da TV Globo.

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“Nas ruas é o sentimento de interferência total e a gente viu que chegou num ponto hoje que ultrapassa qualquer limite”, disse Carol.

A deputada relacionou a crítica ao episódio envolvendo o debate presidencial e afirmou que o grupo político precisa ampliar sua representação no Congresso para promover mudanças na relação entre os Poderes.

Carol defendeu alterações no funcionamento do STF e criticou decisões individuais de ministros que, segundo ela, podem suspender normas aprovadas pelo Congresso.

“Essa corte tem que voltar a ser uma corte constitucional. Vamos acabar com esse negócio de um juiz sozinho, um ministro sozinho, na canetada, e derrubar uma lei que acabou de ser aprovada pelo Congresso”, afirmou.

Ela também defendeu o fim do foro privilegiado e disse que uma eventual vitória de Flávio deveria ser acompanhada pela formação de uma bancada parlamentar capaz de sustentar as mudanças defendidas pelo grupo.

Carlos cita reação nas ruas

Também candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro afirmou que a insatisfação com o STF ultrapassa o ambiente político. Segundo ele, a percepção aparece nos encontros que realiza no estado ao lado de Carol.

“Quando a gente fala que o STF tá interferindo diretamente, não só nas eleições, mas na vida de todas as pessoas, eu tô falando de cidadãos comuns”, declarou.

Carlos disse ainda que percorre os 295 municípios catarinenses durante a campanha e que o tema provoca reação dos participantes dos eventos.

“É unanimidade as pessoas reclamarem ou então, quando a gente toca nesse assunto, levantam as vozes, elas acontecem imediatamente”, afirmou.

O candidato também mencionou medidas judiciais que, segundo ele, foram determinadas pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Ao comentar os processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, afirmou que houve pessoas presas sem individualização de condutas.

Cancelamento de debate

A live ocorreu depois que Flávio desistiu de participar do debate presidencial da Globo, posteriormente cancelado pela emissora. Antes do programa, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha determinou que o programa não exibisse o púlpito vazio reservado a Lula nem permitisse perguntas dos demais candidatos dirigidas ao presidente ausente. Na sequência, o ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate.



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