O ALive desta quarta-feira (26) abordou os desdobramentos do caso de Filipe Martins. Nesta semana, foi revelado que a Justiça dos EUA confirmou que o registro de imigração americano utilizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-assessor, em 2024, era falso.
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O juiz Gregory A. Presnell determinou que as autoridades norte-americanas apresentem documentos capazes de identificar quem inseriu o registro e como o dado falso foi criado. Em audiência realizada em março, o magistrado afirmou que a falsidade do documento não era mais motivo de controvérsia, já que o próprio governo dos Estados Unidos havia reconhecido o erro.
O ex-chanceler Ernesto Araújo, que participou do programa de hoje, disse que o caso de Filipe deixa uma lição de acreditar “na transformação do Brasil” e que “não é exagero” comparar a história do ex-assessor com a de Nelson Mandela, líder sul-africano famoso mundialmente por sua luta contra o Apartheid.
“Dos presos políticos na história do mundo, na história das libertações, falar de Nelson Mandela, por exemplo, de tantos outros, acho que não é exagero comparar o caso do Felipe, quem sabe, a esse tipo de liderança que passa por um sofrimento e que se torna uma liderança ainda mais transformadora”, afirmou.
Ernesto também lembrou de uma fala de Martins enquanto eles estavam “sob muita pressão” durante o governo Bolsonaro, quando setores queriam a saída de ambos do Executivo: “O Filipe me disse assim: ‘Isso é bom, isso que a gente está padecendo aqui, para a gente entender melhor o sofrimento de nosso Senhor, nosso Senhor Jesus Cristo’”. E isso me marcou muito”
“Cada vez que a gente passa por uma coisa… olha, tem alguém que sofreu mais e sofreu por nós. Isso é uma inspiração, acho que muito profunda para nós”, completou.
Ainda durante o programa, o ex-chanceler disse que ele e Martins são “profundamente amigos” e que o ex-assessor é uma das “amizades de que eu mais me orgulho”. Ele comentou que a amizade entre eles começou por uma “afinidade intelectual” que acabou se expandindo, “ambos sob a inspiração do querido e saudoso professor Olavo de Carvalho”.
Ernesto disse também que, dentro do governo Bolsonaro, eles sempre procuraram “honrar também o nome que o Olavo deixou, o legado do Olavo”: “E o Felipe e eu, acho que nós somos os templários originais, né? […] O que começou como uma espécie de crítica, de ofensa, talvez, por parte da esquerda, mas eu sempre tomei, o Felipe também, como um elogio, porque alguém que luta pelo que acredita, alguém que tem uma fé profunda naquilo que está fazendo, algo que vai muito mais além do imediato, do interesse material, acho que isso é o que significa o templário, com a cruz no peito”
“O Filipe sempre foi isso e até hoje ele é isso. Uma pessoa movida antes de tudo por uma fé muito profunda, por uma força interior extraordinária. Veja, o Felipe preso sem poder falar, ele tem uma influência no nosso quadro político gigantesco, pela sua presença silenciosa, injustamente preso, injustamente calado”, continuou. “Veja a presença que ele tem, imagina se ele pudesse estar livre falando, a influência que o Felipe teria hoje, se Deus quiser voltará a ter”.
O ex-chanceler disse ainda que ambos formavam no governo a “famosa ala ideológica”, mais conservadora que outros setores: “Eram só os dois praticamente, um ministro e um assessor, que nem tinha cargo ministerial”. Ainda de acordo com ele, depois de sua saída do governo, tudo o que restou foi “fruto da ala pragmática”, ligada a militares.
Ainda de acordo com Ernesto, o programa do jornalista Claudio Dantas de hoje acabou sendo uma “homenagem” ao ex-assessor.
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