Sócia de Lulinha pede ao STF anulação de mensagens

A defesa da lobista Roberta Luchsinger pediu ontem (20) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça o trancamento do inquérito da Polícia Federal (PF) que apura a atuação dela e de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por tráfico de influência.

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Os advogados da sócia de Lulinha sustentam que as provas reunidas pela PF são ilícitas porque mensagens e outros arquivos teriam sido analisados para uma finalidade diferente daquela autorizada por Mendonça na decisão que determinou a quebra de sigilo.

A defesa pede, com isso, a anulação de mensagens e demais elementos obtidos a partir do celular de Roberta, de outros dispositivos eletrônicos e de dados armazenados na nuvem.

Na petição, os advogados Roberto Podval, Marcelo Gaspar Gomes Raffaini e Daniel Romeiro afirmam que a PF já tinha informações sobre a atuação de Luchsinger, Lulinha e do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em tratativas com órgãos do governo Lula (PT) quando solicitou a quebra de sigilo no âmbito da investigação sobre fraudes no INSS.

Para a defesa, o uso posterior desse material para aprofundar outra frente de investigação configuraria uma “pesca probatória”. Os advogados alegam que a prática teria ocorrido dentro de um inquérito já instaurado e fora do objeto originalmente autorizado.

“Se os personagens, suas relações, os negócios e as áreas de atuação já estavam identificados e apontavam para uma linha investigativa distinta, a utilização posterior da medida invasiva para aprofundar esses mesmos fatos não configuram descoberta fortuita. Configura investigação deliberada de objeto diverso daquele para o qual a ingerência havia sido autorizada”, diz a peça

A defesa cita ainda um depoimento prestado em 2025 que, segundo os advogados, já apontava Luchsinger como intermediária entre Antunes e Lulinha em negociações relacionadas à World Cannabis. A empresa do lobista buscava um contrato para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao governo.

Os advogados também afirmam que o depoimento já mencionava a atuação de Luchsinger junto ao Ministério da Saúde para viabilizar o projeto, estimado em R$ 627 milhões.



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