O Discord suspendeu nesta segunda-feira (17) as transmissões ao vivo e os recursos de compartilhamento de vídeo e tela no Brasil. A decisão atende a uma determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que apontou falhas da plataforma na proteção de crianças e adolescentes.
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A medida é cautelar e não representa a suspensão do Discord no país. Recursos como mensagens de texto, servidores, chamadas de áudio e canais de voz continuam disponíveis aos usuários.
A ANPD determinou a suspensão em 12 de agosto e estabeleceu prazo de três dias úteis para que a empresa adotasse a medida. A restrição permanecerá até que o Discord comprove a implementação de mecanismos considerados eficazes para reduzir os riscos aos menores de idade.
A decisão foi tomada após fiscalização iniciada pela agência em 7 de agosto. Segundo a ANPD, a plataforma vinha sendo utilizada para práticas de violência, assédio, automutilação e indução ao suicídio envolvendo crianças e adolescentes.
O caso ganhou repercussão após a morte de uma adolescente de 13 anos, em julho, durante uma transmissão na plataforma. Segundo as investigações, a jovem teria sido submetida a uma dinâmica de violência por integrantes de grupos virtuais.
Discord tenta reverter medida
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Discord confirmou o cumprimento da determinação e afirmou que negocia com a ANPD uma solução para restabelecer os recursos de vídeo.
“Em cumprimento à determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), suspendemos os recursos de vídeo do Discord no Brasil”, informou a empresa.
A plataforma afirmou que as funcionalidades de vídeo têm papel relevante para os usuários e que continuará trabalhando com as autoridades brasileiras para ampliar a segurança no ambiente digital.
Em uma carta direcionada à comunidade brasileira, o Discord classificou a situação como “séria” e afirmou que pretende restabelecer os recursos “o mais rápido possível”.
Representantes da empresa também se reúnem nesta segunda-feira (17) com integrantes da ANPD para discutir a decisão.
Antes da suspensão, o Discord havia apresentado propostas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes. A empresa também encaminhou à agência um pedido para reconsiderar a medida.
