A defesa do senador Weverton Rocha (PDT-MA) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a apuração do vazamento de uma fotografia em que o parlamentar aparece ao lado de outros políticos na piscina do advogado Willer Tomaz. A imagem estava armazenada no celular de Weverton, apreendido pela Polícia Federal (PF) em uma operação realizada no fim de 2025. As informações são da CNN.
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O pedido foi protocolado na segunda-feira (10) e recebeu registro no STF na quarta-feira (12). Até o momento, a ação ainda não havia sido distribuída a um ministro.
A fotografia foi divulgada pela revista Piauí e mostra Weverton ao lado de Tomaz, proprietário do imóvel, do deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), do ex-ministro Juscelino Filho (PSDB-MA) e dos deputados Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA).
Os advogados do senador questionam a divulgação de um conteúdo que, segundo a defesa, estava protegido pelo sigilo relacionado à investigação. O celular de Weverton foi apreendido no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A defesa sustenta que dados extraídos do aparelho, incluindo mensagens e fotografias, vêm sendo divulgados desde a apreensão. Segundo os advogados, parte do material não teria relação com o objeto da investigação e envolveria pessoas que não são investigadas no caso.
Pedido ao Senado
Antes de recorrer ao STF, Weverton já havia pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), providências em relação à divulgação de informações retiradas de seu celular.
No documento encaminhado ao presidente da Casa, o senador argumentou que a exposição de conteúdos submetidos a segredo de Justiça poderia atingir sua privacidade, além de comprometer o sigilo da investigação e a presunção de inocência.
Weverton também levantou a possibilidade de que o compartilhamento indevido das informações configure, em tese, violação de sigilo funcional.
No pedido, o senador afirmou que a divulgação seletiva dos conteúdos teria sido feita de maneira a ampliar a repercussão pública das informações antes da apresentação de qualquer contraditório. A defesa agora quer que o STF apure a origem do vazamento e as circunstâncias em que a fotografia deixou de estar sob sigilo.
