O presidente Lula (PT) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), não compareceram à audiência virtual de conciliação realizada na quarta-feira (4), no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A ação foi movida pela chefe do Executivo local, que pede indenização por danos morais em razão de declarações do presidente sobre o Banco de Brasília (BRB).
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Apenas a advogada de Celina participou da sessão. Sem a presença das partes, a tentativa de acordo foi encerrada sem conciliação. O juiz responsável pelo caso determinou que a defesa da governadora apresente, no prazo de 24 horas, uma justificativa para a ausência da autora da ação.
O processo teve origem em um confronto público entre Lula e Celina, em setembro, durante a crise envolvendo o BRB. Na ocasião, o presidente afirmou que o governo federal não repassaria recursos para socorrer a instituição financeira e mencionou a compra de títulos inexistentes no valor de R$ 12 bilhões.
“Não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB”, declarou Lula ao comentar a possibilidade de o banco receber auxílio federal.
A governadora respondeu às declarações nas redes sociais e acusou o presidente de agir por interesses partidários. “Lamento a declaração de um presidente da República que quer quebrar o BRB. Eu pensei que ele fosse presidente do Brasil”, afirmou na ocasião.
Na ação judicial, Celina sustenta que as manifestações de Lula atingiram sua honra e imagem. Ela também criticou o que classificou como uma postura partidária do presidente, afirmando que ele “pensa pequeno e partidariamente”.
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